...."Este período é também marcado pelo diferendo existente na STCP, S. A., pelo qual assumimos as
nossas responsabilidades, sem medos e subterfúgios, posição totalmente antagónica ao CA.
É vergonhoso que gestores com salários chorudos, em dia, mais prémios de gestão e
representação superiores em dobro ao que auferem os motoristas, ao que acresce verdadeiras
regalias, como cartões de crédito, viaturas topos de gama, etc., venham denegrir a imagem
daqueles que são a face visível da empresa. Somos nós que damos a cara e que ouvimos dos clientes
os insultos que vos são dirigidos,
fruto da vossa incompetência e inabilidade, traduzidas em
intransigência e prepotência, na direcção e sujeição às relações laborais.
É lamentável que a Administração da nossa empresa venha publicamente criar intencionalmente
um clima de tensão e animosidade, entre clientes e motoristas. É de uma ausência de carácter
inqualificável, chamar à colação problemas sociais como o desemprego, quando sois vós e a vossa
política de contenção que contribuís para tal, indemnizando alguns e só a alguns com generosas
quantias, para engrossar o número de desempregados e quereis que outros trabalhem mais tempo
sem lhes pagar, para combater o défice de motoristas existentes na empresa.
É necessário que o CA entenda, que há muito percebemos que somos nós os principais interessados
no futuro da empresa e na relação com os nossos clientes, pois a nossa situação não muda em
conformidade com a conjuntura política.
Independentemente de quem governa o País, continuaremos a conduzir autocarros e em contacto
com o público no cumprimento íntegro, responsável e digno das nossas funções.
No novo Ano que se avizinha, continuaremos iguais a nós mesmos, disponíveis para o encontro de
soluções, mas defendendo intransigentemente os interesses dos motoristas e Guarda-freios.
Nesse sentido está já referenciado o final do mês de Janeiro para mais jornadas de luta, esperemos
que o tempo que até lá medeia seja tónico para que o CA desça do seu “pedestal” e inicie
verdadeiras conversações no sentido de dirimir o conflito, tornando assim e apesar de “Um Natal
mais triste” um “Ano novo bem mais alegre”.
Porto, 31 de Dezembro de 2009 O S.N.M."